quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Autocrítica 2009.

Ou resposta ao "Resoluções pra 2009".

Por incrível que pareça consegui cumprir quase todos os itens daquela lista, e não, não estou feliz por isso. Acabei escrevendo uma lista irônica zombando das resoluções alheias, de maneira que eu conseguisse cumprir todas. E cá entre nós, eram resoluções tão banais e automáticas que qualquer um poderia cumpri-las.

E eu não sou qualquer um.

2009 foi um ano de crescimento pessoal, por mais piegas que isso pareça. Aliás, crescimento não. Alicerceamento (existe essa palavra?). Se não existe, passa a existir agora porque descreve perfeitamente esse meu ano. Ano de construção, estruturação. Definitivamente uma palavra agradável. (re)Estruturação. De aprendizado, de tapas na cara, de facadas de onde a gente menos espera. Mas, definitivamente, de autocrítica.

E é assim que eu quero começar 2010, levando pra frente este aprendizado. Levando pra frente este princípio de crescimento.

"Não mais deveres sem direitos
não mais direitos sem deveres"
Queria agradecer a todo mundo que esteve ao meu lado nesse ano que passou. Todos que me suportaram, porque eu sei que não foi fácil. Mas podem ter certeza que lições foram aprendidas.



Demon is up in the attic to the left
My eyes turn to the left to say no
You say first, I am a special one
I never hammered my mind out
I never had the bloody hammer
It's not a sledgehammer
It's not a chisel
It's not a train
But a thought of unlimited horror for
Dr. O'Chane, Dr. O'Chane


Primeira citação daqui.
Segunda citação daqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Os bárbaros chegaram, mas não nos salvaram...

Estávamos parados, estagnados. Sem sabermos muito bem a espera de que ou quem, mas esperávamos.

Sentados. Perfilados. Prontos.

Prontos para que, aliás? Pra destruir. Desconstruir. Começar tudo de novo.

A chegada dos novos faria com que enxergássemos diferente? Faria com que abríssemos -finalmente- os olhos? Esperávamos que sim. Esperávamos a ignição, o gatilho. Que não vinha...

Lembrei-me de Palahniuk, em "Sobrevivente":
Testando, testando. Um, dois, três.
Talvez isto esteja funcionando. Não sei. Não sei nem se você consegue me ouvir.
Mas se você consegue me ouvir, preste atenção. E se estiver prestando atenção, então o que você encontrou é a história de tudo o que deu errado.
O que você encontrou é a história do que aconteceu.
De fato: a história de tudo o que deu errado. Não existe outra palavra pra descrever o que sentíamos, fora a sensação de dever (mau) cumprido. Mau cumprido por vários fatores que não cabem a mim nem a nenhum dos envolvidos descrever, não nos cabe nada além da culpa. Culpa por não ter tentado mais, por não ter se esforçado mais... Às vezes o importante é vestir a carapuça.

É... Às vezes não há nada a se fazer.
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Listening to: Blindside - Swallow
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Rollercoaster of Love.

Já diriam os grandes Ohio Players, "o amor é como uma montanha russa" (apesar de preferir a versão do RHCP).

"YOU GIVE ME THAT FUNNY FEELING IN MY TUMMY..."

E essa sensação na barriga não é só emoção, felicidade. É medo de perder, sensação de insegurança. Constante aprendizado.

Feliz dia dos namorados pra todo mundo que está lendo, tendo ou não namorado(a).



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Listening to: Red Hot Chili Peppers - Love Rollercoaster
via FoxyTunes

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Por que escrever?

Sério, as vezes me pergunto isso. Paro pra divagar sobre essa mania que me persegue desde criança. Se é que posso falar isso de alguma coisa, me considero um apaixonado pela leitura e tão logo desenvolvi esse hábito, automaticamente já me liguei ao de escrever.

Aprendi a ler cedo, talvez antes do que meus pais esperassem. Lembro que quando estava no jardim ainda, cheguei a corrigir a professora na sala. Era uma bobagem tremenda, mas aquilo despertou uma atenção nela que eu não vou esquecer nunca. Era uma daquelas atividades de colorir e lá estava algo parecido com isso: "Colorir a casa de vermelho" e a professora nos mandou colorir de azul. Não me lembro exatamente a razão, talvez a falta de lápis vermelho, sei lá. Mas foi marcante a cara de espanto dela quando eu falei: "professora, azul começa com A e aquilo ali é um V".

Desde sempre tive esse hábito. Gostava tanto de ler que por diversas vezes deixava de brincar na rua pra poder terminar de ler um livro, ou uma revista. E lia de tudo, de Turma da Mônica até Reader Digest (Rir é o melhor remédio!). Com o passar do tempo a leitura deixou de ser um passatempo e virou um diferencial. Diferencial porque nem todos têm esse hábito, a maioria inclusive é incapaz de ler e compreender um texto.

Na adolescência passei a escrever sobre tudo. De músicas na época da guitarra (que nunca saiam do papel) até histórias (na maioria, nunca lidas por ninguém). Hoje a temática é meio diferente, não só aqui no blog mas também em termos de faculdade. Mas o hábito continua, não com a mesma frequência e com temas um pouco mais ardilosos, mas continua.

Talvez por causa dessa mania de ler e pela aptidão estou hoje encarando um curso de Direito e, muito brevemente, de Ciências Sociais. A área de ciências humanas sempre me despertou mais entusiasmo.

Sei que hoje, o que me parece ser um lazer, uma forma de relaxamento, de desabafo, em breve poderá ser meu ganha pão. Seja lá qual for meu destino, seja como concursante, advogado, cientista político ou antropólogo, acho inevitável fugir desse talento, se a modéstia me permite falar assim. E parece que hoje aceitei o que me é inerente. Escrever.

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Listening to: Belvedere - Anesthetic
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Nothing Gold Can Stay.

Nothing Gold Can Stay.


Nature's first green is gold
Her hardest hue to hold
Her early leaf's a flower;
But only so an hour.

Then leaf subsides to leaf.
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.

Nothing Gold Can Stay é um poema de Robert Frost (autor constantemente citado no filme "Dead Poets Society"), escrito em 1923 e que inclusive, fez com que vencesse o prêmio Pulitzer. Em oito linhas, Frost foi genialmente perfeito (embora extremamente pessimista).

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Listening to: A New Found Glory - Tell Tale Heart
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Panis et Circus.

Da Roma antiga vem a origem:

"Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta."


Quase 2000 anos depois, tudo se repete. Escondidos sob a perspectiva de Copa do Mundo, o povo esquece dos problemas atuais. Naquela época ainda ia, povo alienado e morrendo de fome, não tinha nada a saber sobre política. Hoje não é assim. Será?

Sério. Jornalistas brincando com a inteligência do povo, falam do legado que a Copa do Mundo vai deixar no Brasil. Das estruturas, dos investimentos em infraestrutura e etc. O problema está aí, deixar a Copa ser o motivo pra cobrar que os políticos façam esses investimentos é absurdo.

Vou citar o exemplo de BH, que é o que eu acompanho de perto. BH tem metrô? Tem uma linha que parte do Eldorado em Contagem e vai até Vilarinho. Pra quem não conhece, isso corta a cidade de leste a oeste, passando pela zona central. E só. Vale dizer, que o Mineirão fica numa região bem mais a cima, afastada dessas linhas e o transporte público (a.k.a. Bhtranstorno) é meio mal planejado. O metrô (de fato), é promessa de campanha de vários políticos a pelo menos 3 eleições. Estão prevendo gastar 2,9 bilhões de reais em transporte em BH e pelo prazo, muito dificilmente o projeto do governo de Minas será cumprido em totalidade. Segue matéria do Estado de Minas de ontem (01/06/2009):

Se sair, o metrô da Copa será um imenso avanço em relação à infraestrutura disponível hoje, mas ainda ficará aquém do previsto nos planos originais do governo. Fora a rota Savassi-Pampulha, que ficaria incompleta para a competição, sairia uma parte da linha Barreiro-Santa Tereza. Um ramal em superfície seguiria da região operária até o Bairro Calafate, na Zona Oeste, com sete terminais. O trecho subterrâneo, com mais oito, ficaria para depois. Os novos segmentos fariam integração com a linha Eldorado-Vilarinho, já existente, que passaria por melhorias, com a compra de composições e a reforma do sistema de sinalização.

As obras estão orçadas em R$ 2,9 bilhões, valor que pode variar com o câmbio e não está assegurado. Os governos federal e estadual ainda discutem se o empreendimento será feito com 100% de dinheiro público ou por meio de uma parceria público-privada (PPP). Nesta hipótese, a União e outras esferas de governo aplicariam cerca de R$ 1,7 bilhão. Aos obstáculos financeiros, somam-se os técnicos.

Para sair do papel, o metrô depende dos projetos básico e executivo, que podem levar até dois anos para ficarem prontos. O primeiro, que vinha sendo feito por uma empresa contratada pela CBTU, foi paralisado no ano passado. “Pararam de mandar dinheiro. Faltam R$ 14 milhões”, afirma o superintendente da empresa em Minas, José Roizenbruch, reconhecendo que o valor é uma ninharia, diante do total de investimentos.

Para o segundo estudo, mais detalhado, nem foi aberta licitação. Ele custaria de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões. Não há verba prevista no Orçamento 2009 nem para ele nem para a peça mais barata. Obras dessa natureza são uma caixinha de surpresas e só o detalhamento dos projetos poderá ditar o ritmo dos trabalhos. O superintendente exemplifica: se a linha terminar na Lagoinha, será necessário construir um pátio para manutenção e manobras dos trens, que, quase certamente, será subterrâneo. “Isso pode ficar tão caro quanto esticá-la até a Pampulha”, comenta.

Tudo depende, ainda, do que será encontrado debaixo do chão. Conforme a composição do solo, fica mais ou menos fácil escavar o caminho dos trens. Contra a maré de dificuldades, o superintendente recorre a um clichê: “Se não faltar dinheiro (a partir de agora) e vontade política, dá para fazer”.


Calma lá, a Copa é daqui a 5 anos e só hoje começaram a pesquisar soluções? Isso deveria estar pronto antes da candidatura ser enviada a Fifa.

Só a título de comparação, quando trabalhava em Contagem e ia de carro pra faculdade, chegava sempre em pouco mais de uma hora e meia. De metrô, em 23 minutos cronometrados. A facilidade é enorme.

Extraoficialmente, o maior entrave pra implantação do metrô são as companhias de ônibus que comandam o cartel.

Outro problema em BH é a rede hoteleira. Tá certo, Belo Horizonte não é uma cidade turistica nos moldes do Rio, não tem atrativos econômicos como São Paulo, nem praias como Natal e Recife. Mas a rede hoteleira aqui vai precisar de muitos investimentos.

Fala-se hoje que BH é, ao lado de São Paulo e Brasília, a principal candidata a receber a abertura da Copa. Por pura politicagem. Acredito que a pendência ainda é com relação à briga entre o coronel Neves e José Serra pela candidatura a presidência em 2010. Vai depender disso a escolha da abertura.

Quanto a escolha das sedes, tem mais é que ter sedes espalhadas mesmo. Brasil é um país gigante, cada lugar é muito diferente um do outro. Isso tem que ser explorado sim. Nada daquela putaria de sempre, de RJ-SP-MG-RS-DF... Tem que ter Amazônia, Pantanal, Nordeste de fato no meio. Afinal, Brasil não é só o centro-sul.

Brasil não é só o PIB de São Paulo. Brasil é o IDH porco do Maranhão também. Não é o calor de Fortaleza, é o frio do sul também. Não só é bossa nova carioca's style malandrão, é o arrocha (hahaha) do Pará (?) também, além dos outros ritmos regionais. Não é só a censura da mídia de Minas, é a livre imprensa em... Ah, isso é geral. Não é só a corrupção em Brasília, é a honestidade em... Bah, também é geral... Foi mal. [governo] Mas é o país mais lindo do mundo e eu sou brasileiro e não desisto nunca[/governo].

Já que a merda da Copa aqui está feita (e falo isso porque o Brasil não tem know how nem capacidade de receber um evento como esse), que seja bem feito, que ao menos uma vez sejam feitas as coisas com dignidade nesse país.

Desconheço a fundo a situação da maioria das outras sedes, então não comento, mas não digo também que a situação aqui é exclusiva, acho que 80% das sedes não tem capacidade pra receber (hoje) nem jogos do campeonato Brasileiro (em termos de futebol em si; gramado, estádios, segurança...) o que dizer de uma Copa do Mundo? Politicagem misturando com futebol não é novidade nenhuma, vide CBF. Definitivamente, há algo de podre no reino da Dinamarca. E me esforcei profundamente pra não falar em corrupção.

Primeira citação: daqui.
Segunda citação: daqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deus perdoe o mal que habita em mim.

O Mal Que Habita Em Mim - Camisa de Vênus

Composição: Robério Santana/ Marcelo Nova

O mal que habita em mim
Preso em jaula de fumaça
Fazendo sempre crer que é boa praça
A alma inchada de desejo e trapaças
Lhe beija a fronte e ergue a taça
Deus perdoe o mal que habita em mim

É como um franco atirador
Atento ouvindo o rufo do tambor
A espera de alguém ou algo de valor
Com suas balas recheadas de amargor

Deus perdoe o mal que habita em mim

Nas vezes que ele quer me confundir
Sorri e pede licença para sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando eu mais devo me prevenir
Desse mal que habita em mim

O mal que habita em mim
Coitado tem andado a delirar
Ele quer tantas fêmeas a conquistar
Fica sempre circulando
Pois muitas delas quer ofuscar
Para todas poderem em fim desapontar

Deus perdoe o mal que habita em mim

Sabe muito bem como é ruim
Ser dia e noite um estopim
Que assim aceso vai buscar o próprio fim
Para uma vez morto viver com James Dean

Deus perdoe o mal que habita em mim.

Nas vezes que ele quer me confundir
Sorri e pede licença para sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando eu mais devo me prevenir
Desse mal que habita em mim

Sabe de coisas que eu não sei
De drogas que eu não experimentei
Vivendo sempre como um fora da lei
De trevas que eu nunca penetrei

Deus perdoe o mal que habita em mim

Disse que está de saco cheio
Disse que anda com um pouco de receio
Disse que vai se regenerar, haha eu não creio
É como um trem pro inferno, não tem freio

Deus perdoe o mal que habita em mim

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Listening to: Camisa de Venus - O Mal que Habita em Mim
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ensaio sobre mim

Acordo. Com meus pés descalços sinto o chão gelado do quarto e ando até o guarda-roupa. Ainda meio adormecido pego a primeira veste que apalpo e assim vou em direção ao banheiro.
Dispo-me das vestes que retém o meu suor de outrora, agora nú abro a válvula da ducha que com sua água fria desperta-me completamente do meu quase-torpor.

Desperto. Mente abre-se no infinito de suas sinapses. Sinto a dor de quem sofre rogando por misericórdia, o gozo do benfeitor ao curar com a luz do amparo a cegueira da ignorância, o desespero do desafortunado afogando-se em suas lágrimas. Sinto a clareza dos fatos permeando-me a alma.
Por fim durmo e volto a mim mesmo, vulnerável, de carne e osso, incerto, penso... penso que devo ir à aula...

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isso tá mais pra um devaneio do que pra um ensaio, mas enfim...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ensaio sobre a insônia.

A noite interminável finalmente teve fim. Aquelas vozes, os vultos, tudo parou; finalmente amanheceu. Amanheceu e eu estou aqui de novo com ela ao meu lado, sem no entanto, aproveitar o momento. Antes conseguia me entreter só de olhá-la nesses momentos, mas agora não. Agora não é mais tão simples.

Agora que começo a entender o motivo dessa minha insônia, pareço mais assustado do que nunca. Deveria ser o contrário. Agora que eu compreendo o porque de estar assim, deveria juntar forças pra superar isso -ou aprender a conviver. Mas ao contrário: me resigno. Espero que passe naturalmente. Mas não vai passar.

Tentei por algum tempo mascarar essa insônia. Achava que era preocupação com dinheiro, falta de trabalho, faculdade, namorada. Não é. Infelizmente não é. É algo mais.

Não encontro posição pra dormir. Não consigo me ajeitar no travesseiro. Tento abraça-la, tenho medo de incomodá-la. Assustá-la com esse meu incômodo. Tenho frio, depois calor. Arrepios. A voz some. Rezo. A cerveja deixou de ajudar faz tempo.

Quando amanhece vem o alívio: agora não preciso dormir.

Tento encontrar colo. Tento conversar sobre isso. Até ajuda, pra falar a verdade. Mas nada disso adianta; sei que a próxima noite vai ser igual.
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Listening to: No Use For A Name - Let Me Down
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Músicas que marcam.

Vi isso num blog e resolvi postar a minha. A idéia é listar 10 músicas que marcaram sua vida.

Como eu sou totalmente do contra, resolvi selecionar algumas bandas ou álbuns, não seria capaz de listar apenas músicas. Talvez a lista não tenha só 10 (depende da minha boa vontade, talvez faça uma continuação). Mas como sou eu que mando nessa porra, foda-se. Lembrando que não é exatamente um ranking e sim uma amostragem. Provavelmente os itens terão ligação entre si, ainda que só pra mim.

Começo com:
1- Raul Seixas.
Lembro das longas viagens em família, ouvindo aquela fita cassete com Raul no lado A e o segundo da lista no B. Adorava "Plunct Plact Zum!" ("Carimbador Maluco", pra quem é normal ehehe) e "Não quero mais andar na contra mão". Escuto Raul quase que diariamente até hoje, quase religiosamente, mas a mística daquela fita K7 é inexplicável.

2 - Camisa de Vênus.
Era um cd ("Quem é você?") roubado emprestado do meu tio. Sensacional. Impossível descrever Marcelo Nova. A primeira experiência marcou. Uma música que eu adorava era "Essa linda canção", que me abriu os olhos pra conhecer o próximo (era em parceria com eles).

3 - Raimundos.
Já escrevi aqui sobre eles e o cd que eu acho o maior da história do rock nacional. Simplesmente genial. Me marcou muito, logo que mudei de cidade pela primeira vez. Ficou intocável no meu discman por uns 6 meses. Quem estudou comigo sabe que isso era muito.

4 - Nenhum de Nós.
Outro companheiro de viagens. Toda vez que escuto me lembro daquela época, todo mundo junto indo pra BH passar o fim de semana. Quem vê de longe, acha loucura... 4 horas pra ir, 4 pra voltar (ou 6 em Valadares). Mas essas viagens eram sensacionais. "Eu caminhava e fingia que o tempo passava... Eu caminhava e fingiaaaaaa...".

5 - Barão Vermelho.
Barão pra mim é sem palavras. Tanto com Cazuza no vocal quanto com Frejat.

6 - Pato Fu.
Gostava de graça, sem conhecer muito. Numa dessas brincadeiras da vida, no ano passado, comecei a ouvir de novo. E fui procurando tudo a respeito. Desde os discos da Fernanda com o John, até o "Rotomusic de Liquidificapum" (sempre tenho que colar pra escrever direito o nome desse cd). Não é tão conhecida nacionalmente, ou não tem o crédito que merece, infelizmente.

7 - Queen.
Tinha algumas músicas favoritas quando criança. Mas comecei a gostar mesmo numa viagem que fiz pra casa da minha tia. Assisti o dia inteiro um dvd com clipes e shows do Queen. Gostei demais.

8 - Janis/Elvis/Joe Cocker/etc.
Me desculpem pela ousadia, mas não merecem um tópico exclusivo pra cada um. Talvez porque sempre ouvi eles juntos, num mesmo cd. Nenhum me marcou separadamente. Mas não poderiam ficar de fora.

9 - Titãs.
Quem conhece Titãs e não gosta, deveria escutar o cd "Domingo". Titãs com Arnaldo Antunes é foda. Os dois separados são duas merdas.

10 - Zé Ramalho.
Não precisa nem falar. "Chão de Giz" e "Mulher nova, bonita e carinhosa..." são duas das músicas que eu mais gosto. Como a maioria das outras, aprendi a ouvir com meus pais.


Convido meu confrade a fazer a lista dele.

sábado, 11 de abril de 2009

What is this Global Crisis all about!?

Is it about poverty at the Politician's table?
Is it about society at the Doom's chaos?
Is it about hunger spreading through nations?
Is it about hatred flooding our lives?

NO, it's about us doing what we were meant to do
It's about leaving our couch and moving our lazy butt
It's about taking decisions as a group and not as a cell
It's about YOU and ME becoming US.

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Uma visão que alguns hão de chamar de poética sobre a Crise Global...

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Preciso contar a alguém".

"Preciso contar a alguém".

Foi assim que ele começou aquela carta. E seguiu: "escolhi você, pela nossa confiança. Pelo carinho que a gente nutre um pelo outro...". Aposto que se quisesse, poderia dar mais n motivos porque várias razões levaram ele a contar isso pra aquela pessoa - e não chegar nem a pensar em contar pra mais ninguém. Mas a razão que prevalecia era essa: confiança.

Palavrinha complicada. Essa tal fé que a gente deposita em outra pessoa, esperança cega beirando o atrevimento, quiçá insolência, desaforo. Poucos a tem, mas quem tem não a renega jamais. Alguns dizem que a confiança é inerente ao ser humano, mesmo que a maioria a tenha já esperando pelo pior.

E seguiu a carta: "Preciso te contar porque já não aguento mais guardar isso pra mim mesmo. Confio em você o suficiente pra te confiar esse segredo." E assim seguiu, um pouco menos dramático, enaltecendo os laços daquela amizade, do companheirismo entre autor e leitor da carta. Garanto que nem metade de quem está lendo vá entender essa relação. Nem precisa, na verdade. Basta tentar entender e já me dou por satisfeito.

Amizade de verdade não é simples. Não exige tempo de vivência, apesar de se fortalecer com ele. Exige apenas dedicação. E sinceridade. E isso, eles tinham de sobra.

E foi: "É uma coisa que tem mexido comigo nos últimos meses. Apareceu do nada, não me lembro de ter levantado um dia e me percebido diferente". Muito lugar comum? Talvez. "Engraçado falar disso agora. Nem sei se devo continuar... Estou hesitante agora que comecei. Estou tentando medir as minhas palavras pra não ser interpretado de maneira errada". Nota-se um arrepio indescritível. Dessa vez, da segunda parte. "O que será que ele quer dizer? Por que está rodeando tanto e não fala de uma vez?".

"Mas eu preciso contar pra alguém e não vou conseguir me calar outra vez. Já o fiz por demais vezes na vida. E dessa vez vai ser diferente. O que eu tenho pra te contar, talvez não seja por si só uma novidade... Nunca fiz questão nenhuma de te esconder o que vou falar. Mesmo assim, está mais difícil do que eu pensei. Desculpa".

Alguma delonga e várias linhas depois, o fio da meada. "Acontece que a minha vida mudou. Drásticamente e ao mesmo tempo, gradualmente. Difícil entender quando se está de fora, mas acho que você vai compreender. Do nada tudo girou, tudo mudou. Mas ao mesmo tempo, parece que eu estou sendo preparado para isso, estive aprendendo por um longo período pra que agora não me assustasse. Bom, confesso que estou assustado. Mas acho que se fosse só tão drástico quanto eu falei, estaria beirando o pânico. É engraçado como tanta coisa acontece em tão pouco tempo. E tão pouco tempo parece uma eternidade em algumas ocasiões. A vida é engraçada. Ou pelo menos, tem sido. O motivo da tal mudança na minha vida você está careca de saber. Esse motivo, é você. Obrigado por estar comigo sempre".

E sim, o texto é bem genérico. E mais específico impossível.

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Listening to: Firebug - Coming Home
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quinta-feira, 26 de março de 2009

ObriGALO por existir.

O "Ser Atleticano" (Roberto Drummond)

O Atleticano é diferente de qualquer outro torcedor.
É diferente pois não se restringe a ser somente torcedor.
Ser Atleticano é como casamento.
Na saúde e na doença; nas alegrias e nas tristezas.
Mesmo quando a doença parece não ir
e as tristezas teimam em permanecer.
O Atleticano é capaz de após uma derrota humilhante
pegar a camisa no armário e sair às ruas.

Mesmo sendo alvo de piadas.
Isso porque o Atleticano não torce por um time.
Torce por uma nação.

E tal qual em uma guerra um cidadão não renega um país,
mesmo que a derrota seja grande,
o Atleticano apóia seu time na derrota.

Pois os obstáculos engrandecem
seu sentimento de nacionalismo.

E que me perdoem os que têm apenas títulos,
claro que eles são importantes,

mas o Atleticano tem algo que os outros nunca terão.
Tem a paixão.
Tem o Clube Atlético Mineiro.

Com esse texto do grande poeta mineiro Roberto Drummond,
antes de mais nada grande atleticano, eu gostaria de
homenagear o Clube Atlético Mineiro pelos seus 101 anos
de alegrias e glórias. Éramos 22, agora somos milhões.

"Somos alvinegros e apoiaremos o GALO para sempre".

ObriGALO por existir!


"O sangue preto e branco tá na veia, o time entra em campo
e a massa se incendeia.
GALO forte, Campeão do Gelo.
Sinônimo de raça Clube Atlético Mineiro."


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Listening to: Tianastácia - GALO
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terça-feira, 24 de março de 2009

Nunca deixe de pagar seu advogado.

Reza a lenda:

Amit era um alto funcionário da corte do Rei Akbar.

Há muito tempo, nutria um desejo incontrolável de chupar os voluptuosos seios da Rainha até se fartar. Todas as vezes que tentou, deu-se mal. Um dia, ele revelou seu desejo a Birbal, principal advogado da região e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo. Birbal, depois de muito pensar e estudar o assunto - concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro.

Amit aceitou o acordo, todavia, não formalizado por escrito.

No dia seguinte, Birbal preparou um líquido que causava comichões e derramou-o no soutien da Rainha, enquanto esta tomava banho. Logo a comichão começou e aumentou de intensidade, deixando o Rei preocupado e a Rainha desesperada. A corte fazia consultas a médicos, quando Birbal disse que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal. Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca de Amit.

O Rei Akbar ficou muito feliz e então chamou Amit que, pelas quatro horas seguintes, se fartou de gozar, chupando à vontade as suculentas e deliciosas mamas da Rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez finalmente o que sempre desejou.

Satisfeito, encontrou-se no dia seguinte com o advogado Birbal.

Com o seu desejo plenamente realizado e a sua libido satisfeita, Amit recusou-se a pagar ao advogado.

Amit sabia que, naturalmente, Birbal nunca poderia contar o fato ao Rei.

Mas Amit subestimou o advogado.

No dia seguinte, Birbal colocou o mesmo líquido nas cuecas do Rei.

O Rei mandou chamar Amit…

Moral: Nunca, nunca mesmo, deixe de pagar ao seu advogado.

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Listening to: Cheap Trick - In the Street (That 70's Show Theme)
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Odeio gatos.

Se eu tivesse uma lâmpada mágica e pudesse fazer um desejo, já sei qual seria. Seria exterminar todos os gatos do mundo. Pensando bem, pediria pra ter dois desejos.

O primeiro destes dois, seria ter o dinheiro suficiente pra comprar qualquer coisa que eu desejar. HA, praticamente um vale de dinheiro infinito... Eu sou um gênio! O segundo, óbvio ululante, seria exterminar todos os gatos do mundo. Aliás, melhor ainda, seria dar aos gatos uma coisa chamada adolfofobia, pra esses bichos não passarem nem perto de mim. Sério, odeio gatos. Mais do que qualquer outra coisa viva (ou morta).

Outro dia eu tava indo pra faculdade... Era umas 20 horas, rua toda escura. Lotada de gato sempre (tá, eu já sabia disso...), mas não tinha outro caminho. Fui passando na calada, pé ante pé. Eis que de repente, pula um infeliz de um felino com a porra das garras abertas de um lado pro outro da calçada fazendo aquele barulho do inferno, bem na minha frente. Sem palavras pra descrever o cagaço que eu fiquei susto que eu tomei. Bicho do capeta, pqp.

Fora ser o bicho mais traiçoeiro, mais traíra talvez até que a traíra, essa merda ainda é interesseira. Sério, alguém em sã consciência, gosta de gatos?

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Listening to: BNegão - Enxugando Gelo
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Back in time.

I'm in home, I've been sitting here for so long
You might haven't noticed but I know
Exactly how it feels to be left alone
It tells me that I will be up all night long

Calm down, I know It's getting closer to the edge
And I won't think twice, I'll jump and never come back
Throw away my last chance of trying to get it right
I wish I could be back in time

By now, thousands of stories and memories to bring me down
I wait for the time when I'll move out (I'm begging for that day, honestly)
I know that you wouldn't even care at all...
I wish I could be back in time

Nothing more have sense, purpose.
I only dream about the day that we can be "us" again, instead of "I" and "you".
Noticed that it's all my fault, intentions don't count anymore.
I wish I could be back in time.

Wait for the time that this suffering will end
Then I'll ask to myself if i don't deserve it
'cause everybody warn me that it will end up like this
I wish I could be back in time.

(letra adaptada).

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Listening to: Shileper High - Back In Time
via FoxyTunes

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Parecia inofensiva mas me dominou.

Durmo com ela na cabeça. Acordo, não sei se esperando alguma coisa diferente, mas continuo pensando nela. Agradeço a facilidade que tenho em demonstrar como gosto dela, como sinto sua falta... Demonstrar saudade e me declarar dia após dia é cada vez mais fácil. Mando uma mensagem. Chega uma resposta. Nem sempre dela...

Meu coração pára.

Depois que a gente ficou junto, meu pensamento nunca hesita. Aliás, hesita sempre. Sempre que sou forçado a não pensar nela. Sempre que a vida me coloca em uma situação que me force a afastá-la da cabeça. Mas é tão difícil, que eu nem luto mais contra isso. Tento me distrair com coisas do cotidiano, coisas que antes tinham valor... Mas nada mais tem graça pra mim. Tento esquecer e me desapegar à insegurança emocional que teima em aparecer. Tento esquecer que ontem a essa hora a gente estava juntos, abraçados, depois de uma noite inesquecível (outra...). E lá estou eu me lembrando disso tudo de novo...

No que será que você está pensando agora?

Pouco importa. Tudo que eu desejo é ter você comigo, tudo que eu desejo é um abraço teu, um beijo. E mais nada.

Porque meus melhores momentos têm sido com ela. Minhas horas mais intensas e felizes. Conto as horas para vê-la, lamento os segundos quando a gente se separa. Me corrôo por dentro após cada discussão, cada mal entendido. Mas fico tão feliz em tê-la de volta que esqueço no ato a briga, a confusão.

"Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. (...) Porque perfeito mesmo, só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica".
Fernanda Mello, escritora e compositora mineira.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Wir Zeit

Tempo nosso quem nos dá, nós
nossos laços juntos em nós
nossas mentes comungando a sós
cada palavra dita sem voz

Tempo, para nosso tempo
amadurecer e colher o amor
que não passa da hora
dos segundos da aurora

Do amanhecer em nós na hora
sem pressa de adiantar os minutos
vivendo cada ciclo de harmonia
único como o é

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sobre desejar o fim do mundo.

Quando tudo te lembra alguém, mas não deveria. Quando todo lugar que você olha, só vê uma pessoa. Quando cada cheiro, cada filme, cada música, te lembra um momento. Um momento que você foi forçado a apagar da memória (ou pelo menos tentar). É difícil, faz pensar no que esperar da vida. Os dias perdem o sentido, o propósito. Difícil querer estar perto de alguém e não estar, independente de como, se pela distância ou pela vontade de outrem. Na hora da briga, acabamos falando coisas demais. Cabeça quente. Arrependimento sempre bate, mas o orgulho é grande demais pra admitir o erro. É bem mais fácil um desabafo amargo e contido. O desabafo é tão automatico que você já não pesa as palavras, não mede as consequências e acaba errando mais uma vez. Mais uma vez. Mais uma vez erra querendo acertar.


melancolia
sentimento de incapacidade, desgosto em relação à própria vida;

Tenho vontade de simplesmente me entregar. Voltar a viver pela maré. Mas isso nunca resolveu nada. Preciso ficar na minha um pouco, aprender com meus erros. Era tudo meio previsível, aquela história de quanto maior a altura maior a queda. Cada vez eu subia mais e conseqüentemente, caia mais. Até que chegou num ponto crítico. Hoje, por incrível que pareça, eu tenho vontade de tentar subir mais... Mesmo já esperando uma nova queda. Reconheço que errei e talvez faria diferente se acontecesse de novo. Mas não me arrependo de nada que fiz nem que deixei de fazer. Sei que o tempo vai mostrar, ou não, quem estava com a razão. É difícil conviver com esse aperto no peito, talvez porque ainda é recente. Ou então porque o fim foi, mais uma vez, tão abrupto. Estava meio distante esses dias, sem comer, estudar, sem viver... Tomara que agora eu me recupere. Tomara que agora eu me valorize mais. Esse "tomara" é mais esperançoso do que sincero... Vontade pra isso sobra, mas ter forças eu não garanto.

Algumas vezes gostar não é o suficiente... Algumas vezes fazer planos não resolve.

"You take a look around
and dont like what you see
(...)
its been so long since you heard the hurting words
"I care for you" and its right this time
forget your past and see what is now
even if you dont want to
you've got to face the truth"

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Listening to: Rufio - Face The Truth
via FoxyTunes

Definitivo.

"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."


Carlos Drumond de Andrade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Deus escreve certo por linhas tortas...

Ou de como começar a acreditar em destino.

"Felicidade é poder estar com quem você gosta em algum lugar..."


Ele vagava por aí, sem nenhum objetivo fora aproveitar a vida. Ela, vinha de uma desilusão. Falam muito em destino, e pra ser sincero, não deve ter outra resposta. Que outro nome pode-se dar a uma ligação tão forte entre pessoas, tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo? Diferenças, na verdade irrelevantes perto das afinidades. Quis Deus (ou o destino) que eles se conhecessem. Quis Deus (ou o destino de novo) que eles convivessem meses como grandes amigos. Quis Deus (ou o destino, mais uma vez) que os sentimentos fossem ocultados. Sei que ele nutria o sentimento a algum tempo mas nunca demonstrou com medo da reação dela. Medo bobo, como ele hoje percebe. Sei também, que na hora que aconteceu o mundo dele virou de cabeças pra baixo. Aquele cara que se fazia de durão, de não se apaixonar acabou se entregando. Sempre se fez de difícil, de não se envolver... Mas acabou se envolvendo. E está cada vez mais envolvido.

E as sensações novas não pararam por aí... Insegurança. Não nela, sempre nele. Em não saber o que ela viu nele, o que ela espera dele. Cabeça de apaixonado é sempre assim, fica se baseando em caraminholas... Mas isso tudo passa na hora que eles estão juntos. Tudo isso passa sempre... Porque a coisa que mais faz ele feliz é estar junto dela. É poder curtir todo e qualquer momento em que ela participa da vida dele. Isso faz ele querer cada vez mais isso tudo, cada vez mais imaginar o futuro dos dois.

Parece cedo pra isso tudo... Mas ele, que nunca foi impulsivo e sempre foi chato com relação a isso, está mudado. Sente algo diferente. Tão diferente que ele não sente necessidade nenhuma em esconder isso... E adora quando ela também não esconde. Ele se imagina com ela no futuro, os planos que ele sempre fez agora já não tem tanta importância. Tudo que ele queria, e sempre fora confuso, agora faz menos sentido ainda.

Agora os meses de convívio antes do "ele e ela" virar "eles" parecem perda de tempo. Mas ao mesmo tempo, parecem um estágio antes da união... Aquele período de conhecer um ao outro, de aprender os defeitos e qualidades do outro. E outras qualidades acabaram se desenvolvendo nesse tempo, coisas que talvez não nasceriam num namoro.

Ele, que sempre procurou por um motivo, agora parece ter encontrado. E espera que essa felicidade dure muito tempo. Cada minuto sem ela se arrasta...

É, Deus escreve certo por linhas tortas...

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Listening to: Barão Vermelho - Por Você
via FoxyTunes

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Coisas que aprendi assistindo séries.

Bom, a idéia pra esse post veio hoje de tarde enquanto eu assistia That 70's Show (por isso, hoje, só vídeos dessa série). É, em princípio uma seleção de algumas lições valiosas, ou não, que eu aprendi assistindo sitcoms.

Vamos às três primeiras:







Enjoy.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

HC3M

"Ser racional é ter um ego enorme, progresso significa tecnologia. Se estamos no auge dos tempos, porque tanta angustia?"

Hardcore do Terceiro Mundo. Assim se definem os capixabas do Dead Fish.

Uma banda que eu conheci a uns 5 anos, numa das férias que eu passei na casa da minha avó quando morava no interior. Peguei um cd de putar... ops, mp3 do meu primo e por coincidência tinha lá uma pasta com algumas músicas. Gostei pra caralho, logo de cara. Lembro que as letras eram cheias de palavras, citações e termos que eu não conhecia (tipo na música Hoje). O que me fez correr atrás e pesquisar, estudar (muito) pra entendê-las. Acho que minha paixão por geografia, sobretudo geopolítica, e por que não, filosofia, veio com o Dead Fish. E fora isso, passei a ouvir hc depois de conhecer DF. Bad Religion, NoFx, Nufan, Propaghandi e etc, tudo começou assim.

Resumindo, minha dica de álbum hoje é o "Sonho Médio" do Dead Fish. Mas procurem também os outros, principalmente "Afasia" e "Zero e Um".

Sonho Médio, de 1999.

DF hoje é uma banda rotulada como "vendida" por alguns, por ter saído do underground e assinado com uma grande gravadora. Mas o último trabalho dos caras, "Um Homem Só" mostrou que a banda evoluiu muito, tanto nas letras quanto nos instrumentais (destaque pro Phil, guitarrista, do finado Reffer que jajá será tema de um post).

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Listening to: Dead Fish - Mulheres Negras
via FoxyTunes

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quase... [2]

Quase - Pato Fu




Composição: John Ulhoa

Ela é quase tudo o que sonhei
E eu sou quase aquilo que sempre evitei
E falhei, sim, falhei
Quase um amor
Quase um caminho
Que me deixou
Quase sozinho

E quase que fiquei contente
E fui feliz pra sempre
No dia em que eu
Quase conquistei seu coração

Quase um amor
Quase um caminho
Que me deixou
Quase sozinho
E apesar de ter ficado
Quase um ano
Quase morto de paixão
Hoje já estou quase bão

Hoje já estou,
Realmente já estou,
Hoje já estou quase bão...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O dia depois de amanhã.

Difícil passar as horas. Difícil digerir o que aconteceu. Difícil conviver com a indiferença. Difícil passar pelos lugares que até poucos dias me despertavam outras coisas. O gosto da cerveja está cada vez mais amargo. Talvez deva apelar pra outras coisas. Talvez não. Comida então... Não sei direito o que é isso mais. Sensações novas. Sensações ruins, mas que a gente aprende a conviver - espero que não por muito tempo.

Esse provavelmente vai ser só mais um rascunho que nunca vai ser publicado. Mais um dos meus desabafos abafados. Pro bem de todos. Ou pelo menos meu, acho que já estou precisando pensar um pouco em mim, antes do resto.

Promessa de um semestre longo. Promessa de uma semana interminável. Promessa de futuros compromissos (in)tensos.

Promessa de -inevitável- vida nova.

Dia desses parei pra pensar na vida. Isto tudo vai se manter sempre assim? Apenas esperando por um dia melhor, um dia novo? Na hora fiquei em dúvida, não sabia o que esperar. Agora acho que encontrei minha resposta. Descobri uma razão. Estou até me animando. Assim julguei, mas apesar de tudo isso, cheguei a conclusão de que as complicações são naturais. Lamento dizer, de verdade, que nem tudo é perfeito. Merda. Esquecer dos problemas seria a solução lógica, e bem simples. Isso foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Droga, mas quem disse que as coisas tem de ser simples? Adianta simplesmente se esconder de tudo isso? De fato, não. Ao contrário, temos que enfrentar os problemas. Será sorte encontrar o caminho correto? Imbecil é quem pensa que não, ainda que culpar a sorte seja um tanto quanto falho. Lá vou eu atrás desse caminho tempestuoso de novo. Voltando a minha resposta, estou feliz de tê-la encontrado, ou pelo menos por achar que a encontrei. A resposta se encontra nas primeiras letras.

Por que agir assim? Se eu sei que o "melhor" é mostrar indiferença?

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Listening to: Capetão América - A Química da Reação
via FoxyTunes

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quase...

Hoje fiz aquilo que não fazia há muito tempo. Por pior que isso pareça, ou pior que seja admitir, eu fiz. Hoje percebi o que eu quero. Hoje quase caí em desespero por isso. Mas percebi o que quero. Hoje esperei desesperadamente por uma chamada. Não obtive. Nem sei se seria realmente bom ter recebido essa chamada, mas o que interessa é que não recebi. Hoje aprendi que tenho amigos. Aprendi que eles aparecem na hora que a gente pede e precisa. Aprendi que eles estão em qualquer lugar que a gente precise. E que eles estão "escondidos" em vários lugares. E agradeci por isso, aprendi a dar esse valor. Descobri que por mais maduro que eu seja, ou tente parecer, sempre é bom ter um ataque de juventude abandonada. Porque é aí você descobre o que vai te ajudar. Ou, principalmente, quem. O pior é que quanto mais a gente se protege desse tipo de coisa, mais forte ela aparece. Quanto mais nos avisam sobre isso, mais fácil a gente dar a cara a tapa e tentar descobrir por si próprios. Percebi, também, que ter vontade de sumir é normal, e faz até bem, dar uma desaparecida. Espairecer. Insegurança também é normal, descobri isso da pior maneira possível. Tomei chuva, e descobri que não tem coisa melhor pra te fazer pensar. Tomei um porre, que não me ajudou em nada. Tive vontade de sumir, como já disse antes, de fazer uma loucura. Mas ainda tenho sanidade suficiente pra saber que isso não resolve nada.

Hoje, eu chorei.

Hoje, depois de muito tempo, chorei. Hoje percebi que, afinal, eu sou feito de carne e osso. Que eu também tenho sentimentos. Percebi, então, que eu também estou apto a sofrer. E não gostei nada disso.

Acima de tudo, agradeci por ter conhecido estas pessoas nessa época da minha vida. Sem elas, talvez tivesse sido diferente.

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Listening to: Pato Fu - Quase
via FoxyTunes

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Acróstico

Sigo só não mais, diferentemente de
outrora, como gado não-marcado
fincaste em mim tua marca
inundando meu mundo com teu aroma
ao sabor teu característico

Grandiosa como a flora silvestre
amena como a brisa marítima
livre como a arte aqui concebida
vou seguindo a te vivenciar
aos poucos vi-me ao teu lado
olhando teus olhos detentores da paz

Luz própria emanas em meu ser
imitando o Sol que dá vida ao não-ser
mil palavras, entretanto, nunca descreverão
apreço tamanho que por ti cultivei

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Recife em breve me terás novamente \o/

Nunca escutem seus pais.

Imaginem a cena:

Verão de 1996, eu então com 6 pra 7 anos jogando bola na casa da minha avó com meu primo. Eu acabando de garantir minha vaga na escolinha, ia pra primeira série... Minha mãe vira pra minha tia e fala: "Esse menino só quer saber de jogar bola, fica sonhando em ser jogador do Atlético... Coitado, isso não dá futuro".

13 anos depois:

Manchester City aumenta proposta, e Kaká aceita, diz jornal inglês
'
The Sun' afirma que clube pagará pelo brasileiro R$ 755,5 milhões

A volúpia do Manchester City por Kaká foi tão incessante que o jogador brasileiro não resistiu e deve ser jogador do clube inglês, onde atua outro astro da seleção brasileira, Robinho. Pelo menos é o que garante o jornal inglês "The Sun", afirmando que o clube da Inglaterra aumentou sua proposta total para ter o meia brasileiro do Milan para 243 milhões de libras (R$ 755,5 milhões), sendo que 108 milhões de libras (R$ 374 milhões) para o Milan, e recebeu sinal verde do jogador. Pela proposta inicial, o clube italiano receberia 100 milhões de libras (R$ 311,2 milhões).

Segundo o jornal, € 108 milhões (R$ 336 milhões) ficariam com o Milan e igual valor com o jogador. O restante seria pago aos intermediários do negócio que promete sacudir a Europa em plena crise econômica mundial.

Nunca crianças, digo NUNCA, escutem seus pais. Direto do túnel do tempo...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Carpe Diem.

Get Fighted
Alexisonfire


"So make sure you love like you've never been hurt
and when you dance, dance like theres no one watching you"

'Cause you can waste your time, redefining the day that music died
And you can spend your life, guilt free and ostracized
'Cause all the fashion in the world won't save you now
It's something, I'll write it down for you

"So make sure you love like you've never been hurt
and when you dance, dance like theres no one watching you"

'Cause this shit is not about pants
And this shit's not about shirts
And this shit is definitly not about hair
This shit is about having a good fucking time
Maybe the music isn't dead
Maybe the music isn't dead
Maybe we just forgot what if fucking sounded like
(I, forgot)
(I, forgot)

'Cause you can waste your time, redefining the day that music died
And you can spend your life, guilt free and ostracized
'Cause all the fashion in the world won't save you now
It's something, I'll write it down for you

My greatest gift to you
is a dancefloor
free from insecurity

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Listening to: alexisonfire - get fighted
via FoxyTunes

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Resoluções pra 2009.

Todo ano no reveillon fazemos resoluções pro ano novo. O que vamos fazer e, principalmente, o que vamos deixar de fazer. Esse ano eu chutei o balde, porque sempre faço aquelas listas (ainda que mentais) falsas, tipo vou estudar, trabalhar mais, etc. Esse ano vai uma sincera.

Resolução de número UM: Beberei pra caralho.

Resolução de número DOIS: Continuarei sendo sedentário.

Resolução de número TRÊS: Empurrarei as coisas com a barriga cada vez mais.

Resolução de número QUATRO: Beberei mais.

Resolução de número CINCO: Comerei muita porcaria (sem ser específico, por favor).

Resolução de número SEIS: Continuarei sem estudar na faculdade.

Resolução de número SETE: Vou continuar gastando dinheiro com o Atlético, mesmo me arrependendo depois.

Resolução de número OITO: Beberei mais ainda.

Resolução de número NOVE: Amor próprio, acima de tudo.

Resolução de número DEZ: Continuarei sem acreditar nessas listas.

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Listening to: Seu Jorge - Mina Do Condominio
via FoxyTunes

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ode à Confiança

Se teus pensamentos embaçados por brumas
estão, não te aflijas, sou a luz que as dissipa
em meio à escuridão, sou a mão companheira
a enxugar tuas lágrimas derradeiras

Afago-te o rosto, te olho nos olhos e enxergo
luz, tal luz assemelha-se à mesma concebida
por uma safira à luz do luar, sinto que me
sentes, uma reciprocidade síncrona

De teus sentimentos partilho, por tal covalência
somos 'uno' , regozijamos juntos , e quando
um de nós fraqueja, basta fixarmos nossos olhares
para vermos que nada foi em vão