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domingo, 7 de outubro de 2012

4 anos.

Sério, quatro anos de blog.

Se tem alguém que lê isso, obrigado.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Autocrítica 2009.

Ou resposta ao "Resoluções pra 2009".

Por incrível que pareça consegui cumprir quase todos os itens daquela lista, e não, não estou feliz por isso. Acabei escrevendo uma lista irônica zombando das resoluções alheias, de maneira que eu conseguisse cumprir todas. E cá entre nós, eram resoluções tão banais e automáticas que qualquer um poderia cumpri-las.

E eu não sou qualquer um.

2009 foi um ano de crescimento pessoal, por mais piegas que isso pareça. Aliás, crescimento não. Alicerceamento (existe essa palavra?). Se não existe, passa a existir agora porque descreve perfeitamente esse meu ano. Ano de construção, estruturação. Definitivamente uma palavra agradável. (re)Estruturação. De aprendizado, de tapas na cara, de facadas de onde a gente menos espera. Mas, definitivamente, de autocrítica.

E é assim que eu quero começar 2010, levando pra frente este aprendizado. Levando pra frente este princípio de crescimento.

"Não mais deveres sem direitos
não mais direitos sem deveres"
Queria agradecer a todo mundo que esteve ao meu lado nesse ano que passou. Todos que me suportaram, porque eu sei que não foi fácil. Mas podem ter certeza que lições foram aprendidas.



Demon is up in the attic to the left
My eyes turn to the left to say no
You say first, I am a special one
I never hammered my mind out
I never had the bloody hammer
It's not a sledgehammer
It's not a chisel
It's not a train
But a thought of unlimited horror for
Dr. O'Chane, Dr. O'Chane


Primeira citação daqui.
Segunda citação daqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Rollercoaster of Love.

Já diriam os grandes Ohio Players, "o amor é como uma montanha russa" (apesar de preferir a versão do RHCP).

"YOU GIVE ME THAT FUNNY FEELING IN MY TUMMY..."

E essa sensação na barriga não é só emoção, felicidade. É medo de perder, sensação de insegurança. Constante aprendizado.

Feliz dia dos namorados pra todo mundo que está lendo, tendo ou não namorado(a).



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Listening to: Red Hot Chili Peppers - Love Rollercoaster
via FoxyTunes

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sobre desejar o fim do mundo.

Quando tudo te lembra alguém, mas não deveria. Quando todo lugar que você olha, só vê uma pessoa. Quando cada cheiro, cada filme, cada música, te lembra um momento. Um momento que você foi forçado a apagar da memória (ou pelo menos tentar). É difícil, faz pensar no que esperar da vida. Os dias perdem o sentido, o propósito. Difícil querer estar perto de alguém e não estar, independente de como, se pela distância ou pela vontade de outrem. Na hora da briga, acabamos falando coisas demais. Cabeça quente. Arrependimento sempre bate, mas o orgulho é grande demais pra admitir o erro. É bem mais fácil um desabafo amargo e contido. O desabafo é tão automatico que você já não pesa as palavras, não mede as consequências e acaba errando mais uma vez. Mais uma vez. Mais uma vez erra querendo acertar.


melancolia
sentimento de incapacidade, desgosto em relação à própria vida;

Tenho vontade de simplesmente me entregar. Voltar a viver pela maré. Mas isso nunca resolveu nada. Preciso ficar na minha um pouco, aprender com meus erros. Era tudo meio previsível, aquela história de quanto maior a altura maior a queda. Cada vez eu subia mais e conseqüentemente, caia mais. Até que chegou num ponto crítico. Hoje, por incrível que pareça, eu tenho vontade de tentar subir mais... Mesmo já esperando uma nova queda. Reconheço que errei e talvez faria diferente se acontecesse de novo. Mas não me arrependo de nada que fiz nem que deixei de fazer. Sei que o tempo vai mostrar, ou não, quem estava com a razão. É difícil conviver com esse aperto no peito, talvez porque ainda é recente. Ou então porque o fim foi, mais uma vez, tão abrupto. Estava meio distante esses dias, sem comer, estudar, sem viver... Tomara que agora eu me recupere. Tomara que agora eu me valorize mais. Esse "tomara" é mais esperançoso do que sincero... Vontade pra isso sobra, mas ter forças eu não garanto.

Algumas vezes gostar não é o suficiente... Algumas vezes fazer planos não resolve.

"You take a look around
and dont like what you see
(...)
its been so long since you heard the hurting words
"I care for you" and its right this time
forget your past and see what is now
even if you dont want to
you've got to face the truth"

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Listening to: Rufio - Face The Truth
via FoxyTunes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Deus escreve certo por linhas tortas...

Ou de como começar a acreditar em destino.

"Felicidade é poder estar com quem você gosta em algum lugar..."


Ele vagava por aí, sem nenhum objetivo fora aproveitar a vida. Ela, vinha de uma desilusão. Falam muito em destino, e pra ser sincero, não deve ter outra resposta. Que outro nome pode-se dar a uma ligação tão forte entre pessoas, tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo? Diferenças, na verdade irrelevantes perto das afinidades. Quis Deus (ou o destino) que eles se conhecessem. Quis Deus (ou o destino de novo) que eles convivessem meses como grandes amigos. Quis Deus (ou o destino, mais uma vez) que os sentimentos fossem ocultados. Sei que ele nutria o sentimento a algum tempo mas nunca demonstrou com medo da reação dela. Medo bobo, como ele hoje percebe. Sei também, que na hora que aconteceu o mundo dele virou de cabeças pra baixo. Aquele cara que se fazia de durão, de não se apaixonar acabou se entregando. Sempre se fez de difícil, de não se envolver... Mas acabou se envolvendo. E está cada vez mais envolvido.

E as sensações novas não pararam por aí... Insegurança. Não nela, sempre nele. Em não saber o que ela viu nele, o que ela espera dele. Cabeça de apaixonado é sempre assim, fica se baseando em caraminholas... Mas isso tudo passa na hora que eles estão juntos. Tudo isso passa sempre... Porque a coisa que mais faz ele feliz é estar junto dela. É poder curtir todo e qualquer momento em que ela participa da vida dele. Isso faz ele querer cada vez mais isso tudo, cada vez mais imaginar o futuro dos dois.

Parece cedo pra isso tudo... Mas ele, que nunca foi impulsivo e sempre foi chato com relação a isso, está mudado. Sente algo diferente. Tão diferente que ele não sente necessidade nenhuma em esconder isso... E adora quando ela também não esconde. Ele se imagina com ela no futuro, os planos que ele sempre fez agora já não tem tanta importância. Tudo que ele queria, e sempre fora confuso, agora faz menos sentido ainda.

Agora os meses de convívio antes do "ele e ela" virar "eles" parecem perda de tempo. Mas ao mesmo tempo, parecem um estágio antes da união... Aquele período de conhecer um ao outro, de aprender os defeitos e qualidades do outro. E outras qualidades acabaram se desenvolvendo nesse tempo, coisas que talvez não nasceriam num namoro.

Ele, que sempre procurou por um motivo, agora parece ter encontrado. E espera que essa felicidade dure muito tempo. Cada minuto sem ela se arrasta...

É, Deus escreve certo por linhas tortas...

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Listening to: Barão Vermelho - Por Você
via FoxyTunes

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O dia depois de amanhã.

Difícil passar as horas. Difícil digerir o que aconteceu. Difícil conviver com a indiferença. Difícil passar pelos lugares que até poucos dias me despertavam outras coisas. O gosto da cerveja está cada vez mais amargo. Talvez deva apelar pra outras coisas. Talvez não. Comida então... Não sei direito o que é isso mais. Sensações novas. Sensações ruins, mas que a gente aprende a conviver - espero que não por muito tempo.

Esse provavelmente vai ser só mais um rascunho que nunca vai ser publicado. Mais um dos meus desabafos abafados. Pro bem de todos. Ou pelo menos meu, acho que já estou precisando pensar um pouco em mim, antes do resto.

Promessa de um semestre longo. Promessa de uma semana interminável. Promessa de futuros compromissos (in)tensos.

Promessa de -inevitável- vida nova.

Dia desses parei pra pensar na vida. Isto tudo vai se manter sempre assim? Apenas esperando por um dia melhor, um dia novo? Na hora fiquei em dúvida, não sabia o que esperar. Agora acho que encontrei minha resposta. Descobri uma razão. Estou até me animando. Assim julguei, mas apesar de tudo isso, cheguei a conclusão de que as complicações são naturais. Lamento dizer, de verdade, que nem tudo é perfeito. Merda. Esquecer dos problemas seria a solução lógica, e bem simples. Isso foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Droga, mas quem disse que as coisas tem de ser simples? Adianta simplesmente se esconder de tudo isso? De fato, não. Ao contrário, temos que enfrentar os problemas. Será sorte encontrar o caminho correto? Imbecil é quem pensa que não, ainda que culpar a sorte seja um tanto quanto falho. Lá vou eu atrás desse caminho tempestuoso de novo. Voltando a minha resposta, estou feliz de tê-la encontrado, ou pelo menos por achar que a encontrei. A resposta se encontra nas primeiras letras.

Por que agir assim? Se eu sei que o "melhor" é mostrar indiferença?

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Listening to: Capetão América - A Química da Reação
via FoxyTunes

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quase...

Hoje fiz aquilo que não fazia há muito tempo. Por pior que isso pareça, ou pior que seja admitir, eu fiz. Hoje percebi o que eu quero. Hoje quase caí em desespero por isso. Mas percebi o que quero. Hoje esperei desesperadamente por uma chamada. Não obtive. Nem sei se seria realmente bom ter recebido essa chamada, mas o que interessa é que não recebi. Hoje aprendi que tenho amigos. Aprendi que eles aparecem na hora que a gente pede e precisa. Aprendi que eles estão em qualquer lugar que a gente precise. E que eles estão "escondidos" em vários lugares. E agradeci por isso, aprendi a dar esse valor. Descobri que por mais maduro que eu seja, ou tente parecer, sempre é bom ter um ataque de juventude abandonada. Porque é aí você descobre o que vai te ajudar. Ou, principalmente, quem. O pior é que quanto mais a gente se protege desse tipo de coisa, mais forte ela aparece. Quanto mais nos avisam sobre isso, mais fácil a gente dar a cara a tapa e tentar descobrir por si próprios. Percebi, também, que ter vontade de sumir é normal, e faz até bem, dar uma desaparecida. Espairecer. Insegurança também é normal, descobri isso da pior maneira possível. Tomei chuva, e descobri que não tem coisa melhor pra te fazer pensar. Tomei um porre, que não me ajudou em nada. Tive vontade de sumir, como já disse antes, de fazer uma loucura. Mas ainda tenho sanidade suficiente pra saber que isso não resolve nada.

Hoje, eu chorei.

Hoje, depois de muito tempo, chorei. Hoje percebi que, afinal, eu sou feito de carne e osso. Que eu também tenho sentimentos. Percebi, então, que eu também estou apto a sofrer. E não gostei nada disso.

Acima de tudo, agradeci por ter conhecido estas pessoas nessa época da minha vida. Sem elas, talvez tivesse sido diferente.

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Listening to: Pato Fu - Quase
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Acróstico

Sigo só não mais, diferentemente de
outrora, como gado não-marcado
fincaste em mim tua marca
inundando meu mundo com teu aroma
ao sabor teu característico

Grandiosa como a flora silvestre
amena como a brisa marítima
livre como a arte aqui concebida
vou seguindo a te vivenciar
aos poucos vi-me ao teu lado
olhando teus olhos detentores da paz

Luz própria emanas em meu ser
imitando o Sol que dá vida ao não-ser
mil palavras, entretanto, nunca descreverão
apreço tamanho que por ti cultivei

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Recife em breve me terás novamente \o/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Resoluções pra 2009.

Todo ano no reveillon fazemos resoluções pro ano novo. O que vamos fazer e, principalmente, o que vamos deixar de fazer. Esse ano eu chutei o balde, porque sempre faço aquelas listas (ainda que mentais) falsas, tipo vou estudar, trabalhar mais, etc. Esse ano vai uma sincera.

Resolução de número UM: Beberei pra caralho.

Resolução de número DOIS: Continuarei sendo sedentário.

Resolução de número TRÊS: Empurrarei as coisas com a barriga cada vez mais.

Resolução de número QUATRO: Beberei mais.

Resolução de número CINCO: Comerei muita porcaria (sem ser específico, por favor).

Resolução de número SEIS: Continuarei sem estudar na faculdade.

Resolução de número SETE: Vou continuar gastando dinheiro com o Atlético, mesmo me arrependendo depois.

Resolução de número OITO: Beberei mais ainda.

Resolução de número NOVE: Amor próprio, acima de tudo.

Resolução de número DEZ: Continuarei sem acreditar nessas listas.

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Listening to: Seu Jorge - Mina Do Condominio
via FoxyTunes

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ode à Confiança

Se teus pensamentos embaçados por brumas
estão, não te aflijas, sou a luz que as dissipa
em meio à escuridão, sou a mão companheira
a enxugar tuas lágrimas derradeiras

Afago-te o rosto, te olho nos olhos e enxergo
luz, tal luz assemelha-se à mesma concebida
por uma safira à luz do luar, sinto que me
sentes, uma reciprocidade síncrona

De teus sentimentos partilho, por tal covalência
somos 'uno' , regozijamos juntos , e quando
um de nós fraqueja, basta fixarmos nossos olhares
para vermos que nada foi em vão

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Interação na subcamada 7s²

Este texto é mais ou menos uma releitura do texto aqui anteriormente postado "All about Chemistry"

Muito maior que o prazer de beijos esporádicos e insignificativos é o prazer que vem da alma. Quando duas almas começam a se descobrir , trocar carícias , confidências.. o nível de satisfação alcançado é o mesmo que faz você pegar o ônibus errado na volta pra casa e ainda esquecer a sua parada.
Quando esta interação é alcançada não tem mais volta é como CO se ligando a hemoglobina formando carboxi-hemoglobina. Você adquire plena confiança na(o) cúmplice, quer estar , falar , tocar , beijá-la(o) a todo o momento, falar besteira, falar sério.. enfim, é uma ligação que possui um caminho tortuoso até alcançá-la, porém, quando chega-se ao "cume" você vê o quão bonito é tudo isso e percorreria o caminho N vezes se necessário.
Com isso chego à conclusão que não existe nada mais gratificante do que valorizar e sentir-se valorizado, este sentimento, creio eu, é o sentimento que todos temos quando nascemos, mas no decorrer dos anos vamos nos esquecendo, por motivos diversos como frustrações e afins.. mas isso não é assunto para ser abordado aqui, tudo isso nos ensina que fomos feitos para amarmos uns aos outros e que para mudarmos o mundo precisamos apenas de uma pequena ação realizada com amor de cada vez.
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Que 2009 seja infinitamente melhor que 2008!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Emotional overflow

It's just like you're too big to fit your body, you feel marvelous to know a special person has a reciprocal feeling, and it flows from each other to each other. That's one of the most beautiful things in life, and also one of the most difficult to acquire, you hold your will of extrapolation afraid to spoil the pure feeling between you and her.

That's something I can't actually understand , maybe we don't even know ourselves well , if we stop and think , mankind is so young , we're only developing emotional skills for 2,5 thousand years, and analysing this fact , 2,5 thousand years aren't that much.

Returning to the XXI Century.. I think the best way to admit changing is to let the flow take you away while you learn every single thing in life , and with people too. It's a mistake of those 'lone wolves' to believe we can figure out who we are spending life alone, we , Humans , were made to live in society, and in society we find not only who we are , but for whom we were made.

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Hoje acordei meio Britânico...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Roma'n tismo

Teu olhar, farol que ilumina meu caminho
Teu gracejo , acalma minh'alma
Tua condescendência , minha força
Teu sorriso, espelho meu

Tua companhia, minha fortaleza
do teu coração sou escudo
Teu cheiro, aroma suave que
me leva aos Elísios

Tua amizade, tesouro inviolável
sonho guardado debaixo do travesseiro
realizado a cada dia que contigo convivo
vivo contigo, com vida vivo

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pois é , um poema feito agora por mim
acho que sou um pouco transparente demais ehiauhia

Feliz final de ano!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Percebi que não sou tão niilista assim...

"Nós, os filósofos, não temos a liberdade de separar o corpo da alma, como faz o povo, e menos liberdade ainda temos de separar a alma do espírito. Não somos rãs pensadoras, não somos aparelhos registradores com entranhas figorificadas - devemos incessantemente dar à luz nossos pensamentos na dor e maternalmente dar-lhes o que temos em nós de sangue, de coração, de ardor, de alegria, de paixão, de tormento, de consciência, de fatalidade.
A vida consiste, para nós, em transformar sem cessar em claridade e em chama tudo o que somos e também tudo o que nos toca. Não podemos fazer de outra maneira. Quanto à doença, não seríamos tentados a perguntar se podemos passar sem ela? Só o grande sofrimento é o derradeiro libertador do espírito, é ele que ensina a grande suspeita, que faz de cada U um X, um X verdadeiro e autêntico, quer dizer a ante-penúltima letra antes da última... Só o grande sofrimento, esse demorado e lento sofrimento que leva seu tempo e chega a nos consumir de alguma forma como que queimados por lenha verde, nos obriga, a nós filósofos, a descer até nossas últimas profundezas e a nos desfazer de todo bem-estar, de todo meio véu, de toda doçura, de todo meio-termo onde tínhamos talvez colocado até então nossa humanidade.
Duvido muito que semelhante sofrimento nos torne "melhores"; - mas sei que nos torna mais profundos. Que lhe oponhamos nosso orgulho, nossa ironia, nossa força de vontade, a exemplo do pele-vermelha que, embora horrivelmente torturado, se vinga de seu carrasco com injúrias, ou que nos retiremos, diante do sofrimento, para o nada dos orientais - a que chamam de Nirvana - na resignação muda, rígida e surda, no esquecimento e na anulação de si: retorna-se sempre como outro homem desses perigosos exercícios de domínio de si, com alguns pontos de interrogação a mais, antes de tudo com a vontade de fazer doravante mais perguntas que então, com mais profundidade, rigor, duração, maldade e silêncio. Trata-se de um efeito da confiança na vida: a própria vida se tornou um problema. - Mas não se julgue que tudo isso o tornou necessariamente misantropo.
Mesmo amar a vida ainda é possível - apenas se passa a amar de maneira diferente. É como o amor por uma mulher de quem se suspeita... Entretanto, o encanto de tudo o que é problemático, a alegria causada pelo X são demasiados grandes nos homens mais espiritualizados e mais intelectuais, para que esse prazer não paire incessantemente como uma chama clara sobre todas as misérias do que é problemático, sobre todos os perigos da incerteza, até mesmo sobre os ciúmes do apaixonado. Nós conhecemos uma felicidade nova..."

Nietzsche, em "A Gaia Ciência".

Como dizem, faz pensar...

Boa semana a quem estiver lendo.

Em tempo, Feliz Natal e um 2009 melhor que 2008 (como se fosse difícil...).
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Listening to: Matanza - Whisky Para Um Condenado
via FoxyTunes

sábado, 11 de outubro de 2008

And no one said it was gonna be easy...

E se você simplesmente não pudesse falar? E se você tivesse que esconder uma coisa, só pra manter tudo como está?

Bah, as vezes é difícil se manter são.

Chegar em casa 3 da manhã tendo passado a noite (e o dia, por que não?) com essas dúvidas na cabeça não é muito bom. Será que tudo tem que ser mesmo como está?

E, afinal, quem disse que tem de ser fácil?

Dia corrido. Aliás, semana corrida. De bom mesmo, só a ida ao Hard Rock Café (horas memoráveis... ou teriam sido minutos?). Nem Ligeirinho teve essa semana. Semana atípica.

Aniversário da professora (duas grades!) foi a melhor oportunidade de sexta. Depois, macarrão (nem foi no Bolão...) e pronto. Todos em casa de novo.

É, ironicamente atípico.

One life one chance, gotta do it right!

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Now playing: H2O - One Life, One Chance
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