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sexta-feira, 13 de março de 2015

Sonho que se sonha só.

Sonhei com você essa noite.

E me lembrei de tanta coisa. 

De como você é a pessoa mais egoísta do mundo e que não muda de roupa pra fazer o que quer, mas ao mesmo tempo é a mais generosa e deixa de fazer o que precisar pra estar com quem você ama. Como você é a pessoa mais preguiçosa da história da humanidade e ao mesmo tempo é capaz de passar três ou quatro dias seguidos estudando sem levantar a bunda da cadeira. Como você é neurastênica e cisma em comer saladas, mas era a única pessoa que me acompanhava naquele milkshake do Eddie ou no Bacon Paradise. Como você fica naquele papinho furado de que quer ter uma carreira, passar num concurso e só depois disso pensar em qualquer outra coisa mas ao mesmo tempo me entupia de fotos de crianças tiradas do Instagram com a mesma frase ("olha nosso filho!"). Como você jurava que não gostava dos filmes que eu escolhia mas sempre que acabava, saía falando que se surpreendeu. Como é a pessoa mais educada do mundo, mas basta alguém te desagradar e você vira o cão. Ou de como você duvida o tempo todo dos outros mas ao mesmo tempo confiou cegamente em mim por tanto tempo. Ou das vezes que eu me sentava pra estudar com você e na verdade quem saía de lá aprendendo mais do que ensinando era eu. Ou das inúmeras vezes que você reclamava comigo que sua cama era pequena pra nós dois mas ao mesmo tempo sempre dormia no meu peito. Ou de como você continuou namorando comigo mesmo eu raspando a cabeça aquela época, mesmo tendo deixado claro que estava horripilante de feio. Ou das vezes que você me zuou por conta de uma brincadeira idiota que eu fiz na primeira vez que te liguei, de abrirmos um escritório juntos, mesmo lá no fundo eu tendo levado isso um pouco a sério. 

Sabe o que é mais engraçado? As pessoas buscam amores, companheiros, parceiros, amigos, amantes. Querem famílias, lares, companhias. Vão atrás de realizações, viagens, casas, carros. Vestidos, sapatos, brincos. Muitos atropelam as coisas, passam por cima uns dos outros só pelo prazer de chegar primeiro. 

Hoje eu não quero nada disso. Só queria poder continuar dormindo pra ver até onde aquele sonho iria chegar.

13:13.

domingo, 4 de abril de 2010

RIP.

Antes de mais nada, peço desculpas pelo atraso.
No dia 29 de março, o Brasil perdeu um dos maiores jornalistas de todos os tempos, o grande Armando Nogueira. Pela correria destes últimos dias, não fui capaz de homenagear o mesmo, pelo menos aqui no blog... Confesso que pesquisei sobre o cara pra poder escrever uma mini biografia pra quem não conhece, mas quer jeito melhor de homenagear um escritor do que citar um de seus grandes textos?
A MASSA
Armando Nogueira

Torcidas, as haverá mais numerosas (Flamengo) ou mais conhecidas por sua grandeza (Corinthians), mas nenhum séquito futebolístico brasileiro se compara ao do Clube Atlético Mineiro em mística apaixonada, em anedotário heróico, em poesia acumulada ao longo dos anos. "A Massa", como é simplesmente conhecida em Minas Gerais, compartilha com a torcida corinthiana ("A Fiel") a honra de deixar-se conhecer com um substantivo ou adjetivo comum transformado em nome próprio, inconfundível. A Fiel, A Massa: poucas outras torcidas terão realizado tal operação de mutação de um nome comum em nome próprio.

Muito distintas são, no entanto, as torcidas dos alvinegros paulistano e belo-horizontino: quem já vestiu a camisa do time do Parque de São Jorge sabe que a Fiel é fiel em sua paixão, não em seu apoio. Na derrota, a Fiel é implacável; não desaparece, como a torcida do Cruzeiro. Está sempre lá. Mas é capaz de crucificar com um pequeno manifestar-se de sua raiva. Na vitória, cobra cada vez mais, e reinstala aí sua insatisfação, cuja raiz quiçá esteja no mal-resolvido trauma dos 23 anos sem título, e do grande pesadelo de duas décadas chamado Pelé. A Fiel é fiel, e sempre o foi, mas sua fidelidade se nutre de um descompasso entre a alma do torcedor e a alma do time.

No caso do atleticano, a alma do time não é senão a alma da torcida. Toda a mística da camisa, das vitórias sobre times tecnicamente superiores (e também das derrotas trágicas e traumáticas), emana da épica, das legendárias histórias que nutre sua apaixonada torcida: nem o Urubu, nem o Porco, nem o Peixe, nem a Raposa, nem o Leão, nem nenhum animal mascote se confunde com o nome do time, com sua identidade, com sua alma mesma, como o Galo com o Atlético Mineiro. E Galo é o nome da torcida (GA-LO), bissílabo cantável e entoável como animal. Nenhum outro time é conhecido por tantas vitórias improváveis só conquistadas porque a massa empurrou. "Quem possui uma torcida como esta, é praticamente impossível de ser derrotado em casa" (Telê Santana).

Pelos idos de 69 ou 70, o timaço do Cruzeiro já tetra ou pentacampeão entrava em campo mais uma vez e parecia que de novo ia humilhar o Atlético, que já amargava o quinto aniversário do Mineirão sem nenhum título estadual. A superioridade técnica de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Raul, Piazza e cia era simplesmente incontestável. Mesmo naquele clássico durante vacas tão magras, a massa atleticana era, como sempre foi, maioria no Mineirão. Impotente, ela viu Dirceu Lopes abrir o placar e o time do Cruzeiro massacrar o Galo durante 45 minutos. No intervalo, a massa que cantava o hino do Atlético foi inflamada por um recado de Dadá Maravilha pelo rádio: "Carro não anda sem combustível." A fanática multidão encheu-se de brios, fez barulho como nunca, entoou o grito de guerra como nunca, encurralou sonoramente a torcida cruzeirense, e o time do Atlético, infinitamente inferior, liderado pelo artilheiro Dario e pelo seu grande goleiro (como é da tradição atleticana) Mazurkiewcz - virou o placar para 2 x 1 sobre o escrete azul, e abriu caminho para a reconquista da hegemonia em Minas, selada com o título estadual de 70 e o Brasileiro de 71.

Nenhum dos jogadores atleticanos presentes nessa vitória jamais se esqueceu da energia que emanava das arquibancadas, e que literalmente ganhou o jogo. Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí essa Massa acumularia dez títulos mineiros em doze anos, e uma sequência de campanhas sensacionais no Brasileirão (o Atlético Mineiro é o time que mais pontos conquistou nos Campeonatos Brasileiros), interrompidas na final ou semifinal, em jogos fatídicos (São Paulo -77, Flamengo-80, Santos-83, Coritiba-85, Guarani-86, Flamengo-87, Corinthians-88). A magia atleticana se encarnaria no seu torcedor mais famoso, Sempre, cujo nome real não se conhece, tal é força do apelido. Durante décadas, Sempre ocupou as arquibancadas do Independência e do Mineirão, com sua bandeira e seus ditos legendários. Nunca deixou de comparecer e nunca vaiou o time, embora chorasse nas derrotas. Foi dos primeiros a entoar o hino composto por Vicente Motta em 1969, e depois aprendido por milhões em todo o Brasil. Abria e fechava o clube diariamente, e participou de epopéias memoráveis da massa atleticana, como quando a multidão carregou no colo o artilheiro Ubaldo, pentacampeão mineiro de 1956, de sunga, ao longo dos 5,5 kilômetros que separam o estádio Independência da Praça Sete, ou como quando 20.000 atleticanos invadiram o Maracanã e empurraram o time à conquista do Primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, sobre o Botafogo de Jairzinho. O Furacão de 70 sentiu seu peso de novo cinco anos mais tarde, na decisão do Mineiro de 76 - quando a Massa, mesmo tendo comemorado só 1 dos últimos 11 campeonatos mineiros, tomou conta do Mineirão para empurrar uma turma de me ninos de 18-21 anos (de nomes Reinaldo, Cerezzo, Paulo Isidoro, Danival, Marcelo) a vitórias contundentes sobre o campeão da Libertadores. Estava aberto o caminho para o hexacampeonato de 78-83.
"Se houver uma camisa alvi-negra pendurada no varal num dia de tempestade, o atleticano torce contra o vento." O achado do cronista Roberto Drummond resume a mitologia do Galo: contra fenômenos naturais, contra todas as possibilidades, contra forças maiores, a torcida atleticana passa por radical metamorfose e se supera. Superou-se tantas vezes que já não duvida de nada, e cada superação reforça ainda mais a mística, como uma bola de neve da paixão futebolística. Nenhum atleticano hesitaria em apostar na capacidade da Massa de transformar o impossível em possível a qualquer momento, de fazer parar aquela tempestade que açoita o pavilhão alvi-negro deixado solitário no varal. Não surpreende, então , o sucesso que tiveram os jogadores uruguaios que atuaram no Atlético Mineiro, do grande Mazurkiewcz ao maior lateral-esquerdo da história do clube, Cincunegui. Se há uma mística de garra e amor à camisa que se compara à atleticana, é a da celeste, não mineira, mas uruguaia. Só à seleção uruguaia a pura paixão por um nome e um símbolo levou a tantas vitórias inacreditáveis, improváveis, espíritas, ou puramente heróicas. Em 1966, as duas camisas legendárias se encontraram, e o Galo derrotou o Uruguai duas vezes (26/04/66 - Atlético 3 x 2 Uruguai, 18/05/66 - Atlético1 x 0 Uruguai).
Ao contrário das torcidas conhecidas por sua origem étnica (Palmeiras,Cruzeiro, Vasco), por sua origem social (Flamengo, Fluminense, Grêmio, São Paulo), ou por seu crescimento a partir de uma grande fase do time (Santos, Cruzeiro), qualquer menção da torcida do Atlético Mineiro evoca, invariavelmente, a sub stância mesma que constitui o torcer. O amor ao time na vitória e na derrota, o apoio incondicional, a garra, a crença de que sempre é possível virar um resultado, o hino entoado unissonamente: a legião fanática que ama o Galo acima de tudo sabe que ser atleticano é unir-se num estado de espírito, compartilhar uma memória, e fazer da esperança uma permanente iminência. A massa atleticana é a prova maior de que, mesmo em época de profissionalização total do futebol, e do negócio futebol, para o povo brasileiro este é acima de tudo paixão por uma cor, um nome, um símbolo, a memória de um instante que pode ser um gol, um campeonato, um abraço ou um beijo. Galo é o nome que mais radical e verdadeiramente expressa, para tantos milhões de brasileiros, o inexplicável dessa paixão. O Galo é o único clube a ter vencido a Seleção Brasileira. E não foi qualquer uma. Ela entrou em campo com Felix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Piazza e Gérson (Rivelino); Jairzinho, Tostão (Zé Maria), Pelé e Edu (Paulo César). O Galo venceu com Mussula, Humberto Monteiro, Grapete, Normandes (Zé Horta) e Cincunegui (Vantuir); Oldair e Amauri (Beto); Vaguinho, Laci, Dario e Tião (Caldeira).
Clube Atlético Mineiro, Galo Sempre!
grito de guerra que ela eternizou ao encarnar em si o espírito do

Muito obrigado Armando Nogueira, pelo reconhecimento de sempre. Pelas palavras de sempre. Pelo talento de sempre. Ainda que não compartilhe de seu ideal de futebol arte, de espetáculo, cabe a mim abaixar a cabeça e dizer: Obrigado por tudo, mestre Armando.

Descanse em PAZ!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Os bárbaros chegaram, mas não nos salvaram...

Estávamos parados, estagnados. Sem sabermos muito bem a espera de que ou quem, mas esperávamos.

Sentados. Perfilados. Prontos.

Prontos para que, aliás? Pra destruir. Desconstruir. Começar tudo de novo.

A chegada dos novos faria com que enxergássemos diferente? Faria com que abríssemos -finalmente- os olhos? Esperávamos que sim. Esperávamos a ignição, o gatilho. Que não vinha...

Lembrei-me de Palahniuk, em "Sobrevivente":
Testando, testando. Um, dois, três.
Talvez isto esteja funcionando. Não sei. Não sei nem se você consegue me ouvir.
Mas se você consegue me ouvir, preste atenção. E se estiver prestando atenção, então o que você encontrou é a história de tudo o que deu errado.
O que você encontrou é a história do que aconteceu.
De fato: a história de tudo o que deu errado. Não existe outra palavra pra descrever o que sentíamos, fora a sensação de dever (mau) cumprido. Mau cumprido por vários fatores que não cabem a mim nem a nenhum dos envolvidos descrever, não nos cabe nada além da culpa. Culpa por não ter tentado mais, por não ter se esforçado mais... Às vezes o importante é vestir a carapuça.

É... Às vezes não há nada a se fazer.
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Listening to: Blindside - Swallow
via FoxyTunes

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ensaio sobre a insônia.

A noite interminável finalmente teve fim. Aquelas vozes, os vultos, tudo parou; finalmente amanheceu. Amanheceu e eu estou aqui de novo com ela ao meu lado, sem no entanto, aproveitar o momento. Antes conseguia me entreter só de olhá-la nesses momentos, mas agora não. Agora não é mais tão simples.

Agora que começo a entender o motivo dessa minha insônia, pareço mais assustado do que nunca. Deveria ser o contrário. Agora que eu compreendo o porque de estar assim, deveria juntar forças pra superar isso -ou aprender a conviver. Mas ao contrário: me resigno. Espero que passe naturalmente. Mas não vai passar.

Tentei por algum tempo mascarar essa insônia. Achava que era preocupação com dinheiro, falta de trabalho, faculdade, namorada. Não é. Infelizmente não é. É algo mais.

Não encontro posição pra dormir. Não consigo me ajeitar no travesseiro. Tento abraça-la, tenho medo de incomodá-la. Assustá-la com esse meu incômodo. Tenho frio, depois calor. Arrepios. A voz some. Rezo. A cerveja deixou de ajudar faz tempo.

Quando amanhece vem o alívio: agora não preciso dormir.

Tento encontrar colo. Tento conversar sobre isso. Até ajuda, pra falar a verdade. Mas nada disso adianta; sei que a próxima noite vai ser igual.
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Listening to: No Use For A Name - Let Me Down
via FoxyTunes

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Preciso contar a alguém".

"Preciso contar a alguém".

Foi assim que ele começou aquela carta. E seguiu: "escolhi você, pela nossa confiança. Pelo carinho que a gente nutre um pelo outro...". Aposto que se quisesse, poderia dar mais n motivos porque várias razões levaram ele a contar isso pra aquela pessoa - e não chegar nem a pensar em contar pra mais ninguém. Mas a razão que prevalecia era essa: confiança.

Palavrinha complicada. Essa tal fé que a gente deposita em outra pessoa, esperança cega beirando o atrevimento, quiçá insolência, desaforo. Poucos a tem, mas quem tem não a renega jamais. Alguns dizem que a confiança é inerente ao ser humano, mesmo que a maioria a tenha já esperando pelo pior.

E seguiu a carta: "Preciso te contar porque já não aguento mais guardar isso pra mim mesmo. Confio em você o suficiente pra te confiar esse segredo." E assim seguiu, um pouco menos dramático, enaltecendo os laços daquela amizade, do companheirismo entre autor e leitor da carta. Garanto que nem metade de quem está lendo vá entender essa relação. Nem precisa, na verdade. Basta tentar entender e já me dou por satisfeito.

Amizade de verdade não é simples. Não exige tempo de vivência, apesar de se fortalecer com ele. Exige apenas dedicação. E sinceridade. E isso, eles tinham de sobra.

E foi: "É uma coisa que tem mexido comigo nos últimos meses. Apareceu do nada, não me lembro de ter levantado um dia e me percebido diferente". Muito lugar comum? Talvez. "Engraçado falar disso agora. Nem sei se devo continuar... Estou hesitante agora que comecei. Estou tentando medir as minhas palavras pra não ser interpretado de maneira errada". Nota-se um arrepio indescritível. Dessa vez, da segunda parte. "O que será que ele quer dizer? Por que está rodeando tanto e não fala de uma vez?".

"Mas eu preciso contar pra alguém e não vou conseguir me calar outra vez. Já o fiz por demais vezes na vida. E dessa vez vai ser diferente. O que eu tenho pra te contar, talvez não seja por si só uma novidade... Nunca fiz questão nenhuma de te esconder o que vou falar. Mesmo assim, está mais difícil do que eu pensei. Desculpa".

Alguma delonga e várias linhas depois, o fio da meada. "Acontece que a minha vida mudou. Drásticamente e ao mesmo tempo, gradualmente. Difícil entender quando se está de fora, mas acho que você vai compreender. Do nada tudo girou, tudo mudou. Mas ao mesmo tempo, parece que eu estou sendo preparado para isso, estive aprendendo por um longo período pra que agora não me assustasse. Bom, confesso que estou assustado. Mas acho que se fosse só tão drástico quanto eu falei, estaria beirando o pânico. É engraçado como tanta coisa acontece em tão pouco tempo. E tão pouco tempo parece uma eternidade em algumas ocasiões. A vida é engraçada. Ou pelo menos, tem sido. O motivo da tal mudança na minha vida você está careca de saber. Esse motivo, é você. Obrigado por estar comigo sempre".

E sim, o texto é bem genérico. E mais específico impossível.

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Listening to: Firebug - Coming Home
via FoxyTunes

terça-feira, 24 de março de 2009

Nunca deixe de pagar seu advogado.

Reza a lenda:

Amit era um alto funcionário da corte do Rei Akbar.

Há muito tempo, nutria um desejo incontrolável de chupar os voluptuosos seios da Rainha até se fartar. Todas as vezes que tentou, deu-se mal. Um dia, ele revelou seu desejo a Birbal, principal advogado da região e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo. Birbal, depois de muito pensar e estudar o assunto - concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro.

Amit aceitou o acordo, todavia, não formalizado por escrito.

No dia seguinte, Birbal preparou um líquido que causava comichões e derramou-o no soutien da Rainha, enquanto esta tomava banho. Logo a comichão começou e aumentou de intensidade, deixando o Rei preocupado e a Rainha desesperada. A corte fazia consultas a médicos, quando Birbal disse que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal. Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca de Amit.

O Rei Akbar ficou muito feliz e então chamou Amit que, pelas quatro horas seguintes, se fartou de gozar, chupando à vontade as suculentas e deliciosas mamas da Rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez finalmente o que sempre desejou.

Satisfeito, encontrou-se no dia seguinte com o advogado Birbal.

Com o seu desejo plenamente realizado e a sua libido satisfeita, Amit recusou-se a pagar ao advogado.

Amit sabia que, naturalmente, Birbal nunca poderia contar o fato ao Rei.

Mas Amit subestimou o advogado.

No dia seguinte, Birbal colocou o mesmo líquido nas cuecas do Rei.

O Rei mandou chamar Amit…

Moral: Nunca, nunca mesmo, deixe de pagar ao seu advogado.

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Listening to: Cheap Trick - In the Street (That 70's Show Theme)
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Parecia inofensiva mas me dominou.

Durmo com ela na cabeça. Acordo, não sei se esperando alguma coisa diferente, mas continuo pensando nela. Agradeço a facilidade que tenho em demonstrar como gosto dela, como sinto sua falta... Demonstrar saudade e me declarar dia após dia é cada vez mais fácil. Mando uma mensagem. Chega uma resposta. Nem sempre dela...

Meu coração pára.

Depois que a gente ficou junto, meu pensamento nunca hesita. Aliás, hesita sempre. Sempre que sou forçado a não pensar nela. Sempre que a vida me coloca em uma situação que me force a afastá-la da cabeça. Mas é tão difícil, que eu nem luto mais contra isso. Tento me distrair com coisas do cotidiano, coisas que antes tinham valor... Mas nada mais tem graça pra mim. Tento esquecer e me desapegar à insegurança emocional que teima em aparecer. Tento esquecer que ontem a essa hora a gente estava juntos, abraçados, depois de uma noite inesquecível (outra...). E lá estou eu me lembrando disso tudo de novo...

No que será que você está pensando agora?

Pouco importa. Tudo que eu desejo é ter você comigo, tudo que eu desejo é um abraço teu, um beijo. E mais nada.

Porque meus melhores momentos têm sido com ela. Minhas horas mais intensas e felizes. Conto as horas para vê-la, lamento os segundos quando a gente se separa. Me corrôo por dentro após cada discussão, cada mal entendido. Mas fico tão feliz em tê-la de volta que esqueço no ato a briga, a confusão.

"Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. (...) Porque perfeito mesmo, só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica".
Fernanda Mello, escritora e compositora mineira.

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